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Geração Reinvenção

3 out

Não é de hoje que eu me pego reclamando de um lançamento musical aguardado e o adiciono à lista de “mais do mesmo”. Não que seja ruim o mais do mesmo, em sua maioria é muito bom, mas aí mesmo nasce o problema: muito bom não é ótimo (muito menos excelente). Se o ser humano já é por natureza um eterno insatisfeito, que podemos dizer de uma geração como a minha (que chamo “geração reinvenção) que cresceu ouvindo Madonna e outros artistas que sempre nos entregam uma delícia musical nova e (quase sempre) sem sinais de referência a trabalhos anteriores?!

Somos de uma geração consumida pelo desejo do novo, do experimental, do atemporal, da renovação continua e evolução. Não apenas do som, mas também cobramos muito (e prezamos muito) a qualidade das letras. Nos permitimos ouvir som ruim e letra ruim e ainda assim amar isso, todos o fazem, mas não é (com certeza) o que ocupa maior espaço em nossas playlists. Só esse ano já tive diversas decepções com lançamentos muito aguardados por uma multidão de fãs. Fãs estes que, em sua maioria, não se contentam com artista que lança álbum novo só por lançar e dar continuidade a carreira, que ao ver dos mesmos fãs está fadada ao fim (seguindo falta de inovação).

Queremos mais Madonna, mais System of a down, mais Alanis Morissette, mais Christina Aguilera (que apesar do flop se renova), mais Chili Peppers, mais Björk, mais David Bowie… enfim, queremos o novo e garimpamos internet e lojas de discos atrás disso SEMPRE. Geração chata? Geração exigente? Geração mimada? Sim, mas com certeza essa é a geração de profissionais e futuros profissionais que mais aperfeiçoa, busca pelo novo e evolui sem medo de esforços para fazê-lo. E tu, já buscaste algo inovador para ouvir hoje? Re invent yourself!

 

Obs: Imagem de “introdução” do post gentilmente autorizada pelo amigo Conrado Severo.

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Sobre blogs e blogueiros…

1 out

Desde quando, por uma “teclada” no facebook com o querido amigo Gregory Martins, recebi o link da entrevista de Scott Schuman (que até então honestamente eu desconhecia) eu sabia que ia render muito pensar em minha mente e resultaria em um texto sobre. Só não tinha certeza se escreveria sobre o entrevistado ou se escreveria sobre a polêmica da entrevista: o cara criticando Tavi Gevinson (blogueira de moda – style rookie – e fashionista bem sucedida de apenas 13 anos) e outros blogueiros de moda. Em primeiro lugar quero deixar claro que não me considero um blogueiro de moda, mas tomei as dores por muitos que admiro.

A moda é para quem a consome mas cedo ou tarde acaba chegando ao balaio da esquina, certo?! Então, qual a parte do “moda é para todos” é difícil do povo elitista entender? Se blogueiro quer comentar, criticar, elogiar ou tombar alguma maraca ou estilo ele está em seu direito, afinal blogueiro nada mais é do que (na maioria das vezes) um consumidor do assunto no qual ele trata. Como consumidor de moda me sinto no direito de expor o que penso sobre o que compro, afinal é mais do que comum comentar com amigos no dia a dia. O problema é que na internet o povo ganha voz e é aí que a elite se coça de alergia, muita gente humilde sai do anonimato e conquista espaço.

Em um dos trechos mais risíveis da entrevista o fotógrafo (que também é blogueiro, detalhe) ele afirma: ” Tavi pode criar um blog e escrever para pessoas que são da mesma opinião – provavelmente outras crianças da mesma idade – mas eu não sei como isso ajudaria alguém de 26 anos, se ela nunca teve um namorado ou algo do tipo. Ela é só uma criança, então ela pode falar sobre arte e mais apenas de uma maneira abstrata.” Preciso comentar ou quão absurdo isso me soa? Acho que não, afinal (digito novamente) moda e arte em geral são para todos, seja pra filha rica de magnata ou pra zé-ninguém da favela que pode sim um dia ser mais rico que muita gente. E no mais, conheço muita gente mais nova com mais maturidade e conduzindo trabalhos magníficos melhores que muita gente. Sobre ela nunca ter tido um namorado… hahahahahaha what the fuck?

Bem, para mim ele estava tomando uma vodka naquela taça de vinho em que pousou para a foto da entrevista e acabou querendo polemizar unica e exclusivamente por mais marketing ao blog dele, que na mesma entrevista ele afirma usar como forma de lucro (não sou contra). Só queria deixar bem claro minha posição sobre blogs e blogueiros e a elite que os ataca com frequência. Nada sei sobre esse homem da entrevista, pouco sei sobre moda, cinema, música e arte, mas sei o que curto ou não e isso faz meus posts nascerem. Não almejo a vida dos “rich and famous” com um blog, mas também não desdenharia quem por meio de um chega lá ou perto disso.